Marina RB

Dupla Dobra

Em “Dupla Dobra”, Marina RB nos mostra processos de reproducão típicos da gravura que convocam, por sua vez, diálogos e atravessamentos de questões da história da arte. A exposição dá continuidade ao processo de experimentação com diversos suportes como fotografia e gravura já iniciados por Marina e busca novas possibilidades para a gravura tensionando as passagens entre original e cópia, falso e verdadeiro. Os rebatimentos e as transposições de um suporte para outro caracterizam as imagens da exposição “Dupla Dobra”: da prensagem do tecido à chapa de metal, da chapa para o papel, da dobra do tule para sua captação fotográfica; do corpo humano para a vestimenta, seguido de seu desdobramento na arquitetura.

 

A cada mudança de suporte, distancia-se o original, restando apenas marcas de decalques. “Marina RB em seu trânsito pelo domínio da gravura e da reprodução de dobras constrói passagens entre os procedimentos de impressão e seus sentidos retomando a potência da gravura e de sua tradição na produção artística contemporânea”, conta Eduardo de Jesus. Para Marina, “o trabalho acontece nas próprias transmissões, no que se sucede pelo contato do tecido com a matriz, no entre, no que é inapreensível. O que resta desse contato é o que é possível apresentar visualmente: os tecidos desdobrados,as gravuras que captaram a dobra, colocados em diálogo nas pranchas”.

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